Breve histórico...

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"O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove." Fernando Sabino

domingo, 17 de abril de 2011

#SoyLocoPorTriAmerica


Ahhh!!! Como é bom ser cruzeirense! O dia já nasce mais azul, mais bonito! Problemas existem sim, mas esses problemas nem chegam a ofuscar a beleza do céu azul e branco e do sentimento de felicidade que toma seu corpo inteirinho!


Sim, amo o Cruzeiro e sou apaixonada por futebol, desde sempre. Engraçado que pensei que seguiria um caminho e fui pra outro. Quase fui jornalista... imaginem! O meu sonho seria seguir o Cruzeiro por todos os cantos desse mundão de Deus... Mas meu destino mudou e cai nas garras de Clio. Não foi uma decisão difícil também não, porque minha alma tem um lado histórico que foge a razão... enfim... Sou apenas mais uma dentro da nação azul que move esse estado lindo de Minas Gerais, partes do Brasil, da América e do mundo!!!


Confesso que não sou uma torcedora muito normal. Todo mundo fala que entendo de futebol, mas não reconheço posições. Aprendi tem pouco tempo os esquemas 4-4-2, 3-5-2 e os outros todos... posições de nome "alas", "volantes", "ponta avançado" não entram na minha cabeça e não adianta, me explica hoje, amanhã já não lembro. É bom ter memória fraca apenas para algumas coisas, rs...


Mas esse texto nada a ver é apenas pra dizer que mesmo eu amando futebol e não entendendo muito bem como ele funciona, na prática, isso não interessa muito. Pra mim, o conjunto leva ao resultado. Se o que estou vendo não tem um resultado prático, já não serve. Me chamam de radical demais, sou sim. Pra mim o time tem sempre que melhorar, pra mim, o Cruzeiro tem que ser sempre o melhor, apresentar sempre um bom futebol e não um futebol mediano.


Muitos afirmam que se ganhou já tá ótimo. Pra mim não tá não. O Cruzeiro tem que ganhar SIM, mas ganhar com um BOM FUTEBOL, trabalhando em equipe como uam orquestra, tratando a bola com todo o carinho do mundo. Sem se esquecer, CLARO, que o futebol é ganho DENTRO DE CAMPO e não fora dele.


Não gosto dessas conversinhas de torcedores. Isso pode soar meio ambíguo, mas é verdade. Eu só vou "zuar" meu adversário após o jogo. Nem venha dizer que tem que ser antes porque depois perde a oportunidade. Pode até ser... mas prefiro me resguardar. Por isso que não sofro com tantas piadinhas quando o Cruzeiro perde, dois motivos: O Cruzeiro dificilmente me faz tanta raiva e os adversários me respeitam... e olha que quando ganha, sou muito chata.


(na verdade, sou sempre chata, rs).


E hoje somos os primeiros da América!!! É uma sensação plena de dever cumprido! O sonho de ser tri campeão aumenta a cada instante que precede os jogos, que são batalhas intermináveis a partir de agora. Desse momento em diante, não há favoritos a taça, e é ai que mora o perigo e o fascínio pelo futebol.


Hoje podemos concretizar na tabela do Mineiro o Primeiro Lugar também. Espero que sim, espero conseguir a vitória sobre o Uberaba e jogar com a vantagem dos jogos iguais. E o Cruzeiro tem obrigação de ganhar. Na verdade ele SEMPRE TEM OBRIGAÇÃO DE GANHAR.


Não se pode acreditar em tudo o que se ouve por ai. Andaram dizendo que o Cruzeiro é o Barcelona das Américas. Tá boa né. Sejamos realistas. O Cruzeiro é mara, tem um bom elenco, mas tem carências fortíssimas na zaga. Se o Cruzeiro não melhorar essa zaga não há Fábio que salve por muito tempo. E acreditar que somos o Barcelona da América é me zuar né!


PORQUE O BARCELONA QUE É O CRUZEIRO DA EUROPA!


:-)


AVANTE LA BESTIA NEGRA DO CONTINENTE!!!!

SUPERANDO TUDO VAMOS CHEGAR AO OBJETIVO FINAL:

LIBERTADORESSSS, SER CAMPEÃO!

MINEIROOO, SER CAMPEÃO!

BRASILEIROOOOOOO, SER CAMPEÃO!


QUERO TUDO, QUERO TUDO!

E PODEMOS TER TUDO!

BASTA ACREDITAR, BASTA JOGAR COM RAÇA E MELHORAR A ZAGA ;) !

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Considerações ...


Quando se começa um relacionamento, ambas as partes não pensam no final. Tudo é o infinito de cores, sabores, desejos. A paixão domina cada pedaço de seu corpo, cada milímetro do seu pensamento. Muitas vezes omitimos nossos piores defeitos para não fazer a pessoa amada debandar. Outras tantas nos transformamos no melhor que podemos ser, porque encontramos alguém que nos ajuda a crescer, em vários sentidos da vida.

Há várias formas de amor, assim como há várias formas de relacionamentos. O amor nasce muitas vezes do encontro de dois corações semelhantes ou de duas almas completamente diferentes. Na verdade, não escolhe. Muitos podem pensar que estou descrevendo o sentimento da paixão, aquele sentimento que cega a alma, que nos faz cometer loucuras que em sã consciência não faríamos. A paixão não deixa de ser um estágio do amor. Um estágio que nunca deve ser abandonado deve ser sempre revisitado, porque se for esquecido, o amor derroca. E quando se termina um relacionamento? Há aqueles que dizem que não amaram, porque estavam cegos, que viveram um hiato em suas vidas. Outros dizem que foram os melhores anos compartilhados, de experiências e lembranças eternas. Nos dois casos, o amor se transformou. Ah... O amor quando entra em derrocada é tão triste e dolorido... Essa derrocada vem da falta de paixão, da falta de companheirismo, de carinho, de admiração. O amor se transforma quando você já não consegue olhar o outro com aquele carinho imensurável, quando o respeito é maior do que o sentimento de pertença. Sim, o respeito é vital em qualquer relacionamento da vida. Quando falta o respeito é sinal de que as coisas não podiam ter caminhado para onde caminharam. E muitas vezes aqueles que terminam um relacionamento dizendo que foi um hiato em suas vidas, não respeitaram ou não foram respeitados na relação. Perguntam-me o que seria esse respeito. Respeito à individualidade, a liberdade, respeito à pessoa do outro. Infidelidade é mais a quebra desse respeito do que atração física. E quando esse estágio acontece, poucos amores sobrevivem. O amor não acaba do nada, ele se transforma. Transforma em amizade, quando ainda há aquele resquício de admiração e respeito pelo outro que compartilhou sua vida com você. Ou se transforma em inimizade, raiva, rancor, quando já não há mais sinais daquilo tudo que um dia, fez você se apaixonar e por fim, amar. Há vários tipos de relacionamentos, há vários tipos de amores. Nenhum amor é igual ao outro, e cada um trás um pouco de aprendizado e leva algo da gente quando termina. Apagar lembranças não é um bom caminho. Recordar lembranças também não. Tudo o que vivemos faz parte do que somos e do que ainda vamos ser. Sua essência não muda, recebe influências. Mas quando você passa a perder o que você é de verdade, é hora de romper com tudo o que te faz sentir mal. Muitos acham que a felicidade se resume em compartilhar um amor. Sim, a felicidade é muito amor compartilhado, mas até que ponto você sacrifica sua felicidade por um amor que não te respeita como você é de verdade? Buscamos esse amor eterno, esse amor que tudo enfrenta e tudo derrota. Buscamos esse amor de salvação de nossas almas conturbadas pelo cotidiano latente e maçante. Mas na verdade, buscamos aquele amor de perdição, aquele que nos faz perder a razão, que quer fazer você largar tudo em uma tarde cheia de trabalho e sair correndo para comprar flores ou simplesmente deixar cair uma lágrima de saudade. Buscamos o suspiro doce na ausência amarga, buscamos contar as horas para que o dia logo termine e para que a noite ocasione um encontro de almas. Buscamos a salvação de nossos corações naquilo que chamamos de perdição. O amor que buscamos é aquele que faz você ser o melhor que pode ser, e não aquele que te transforma em algo que você não é. O amor que buscamos é aquele que te faz sorrir quando a situação é trágica, é aquele amor que faz você sair na rua e nem se quer notar o que se passa ao seu lado. A paixão é um ponto importante nisso, porque é ela que queima a primeira vista. Ambígua é a paixão, pois sozinha ela não leva ao amor, mas sem ela, o amor não perdura. Há de se ter o coração vazio para buscar novos caminhos. Se ainda tem lembrança ardente ou vontade de apagar tudo, ainda se tem amor, mas se há lembrança carinhosa, porém finita, é hora de se abrir para os novos caminhos da vida, pois nunca se sabe o que o destino nos reserva. Há de se ter coragem também, para enfrentar as conseqüências de uma paixão, as querelas de um amor. Pois o destino, que é a vida que levamos, tem pressa, pois o fio pode ser cortado a qualquer momento e você não ter amado verdadeiramente...

terça-feira, 5 de abril de 2011

La cible et le feu ...




As Parcas -William Blake-1795. bico de pena e aquarela sobre papel tate-gallery-londres




Tecendo o destino com fogo. Assim pensava quando escrevia há tempos atrás. Pensava que o alvo a se alcançar deveria ser alcançado a ferro e fogo, queimando em brasa e arrasando com todos os obstáculos que surgissem... Assim pensava... ás vezes penso, outras tantas, esqueço.


O destino vai além... Há quem diga que não se pode pensar em destino, porque a História perderia o sentido. Será? Assim como Clio, as Moiras também são mitológicas, são esssas Moiras que tecem nosso destino, que não foge a história e ao curso natural da vida: todos nós nascemos, crescemos e morremos. E a linha tênue que separa esses momentos estão nas mãos delas.

São as três irmãs que produzem o fio a ser desenrolado e por fim, cortado. Nada acontece fora desse curso. Cloto, a fiandeira, representa a que tece a teia da vida; Láchesis, a que distribui a parte que cabe a cada alma e, Átropos, a que cortava o fio da vida.

As Parcas, 1587. Jacob Matham. Holanda, 1571 -1631. Gravura-em-metal-museu-de-arte-do-condado-de-los-angeles-eua



Curiosamente, essas três irmãs são representadas como velhas ou por mulheres com feições duras. Acho que tecer o fio da vida de cada mortal - tb de cada deus grego - era uma grande e penosa responsabilidade. Até hoje o é. E elas o tecem, ás vezes de forma dura, impetuosa, outras tantas gentil e maravilhosa. O diabo dessa vida é isso, ter um único caminho e uma única vida. Pensar que três mulheres tecem o destino e que ele, aliado as forças cósmicas do universo conduz nossa vida dá medo. Outras tantas, enche de esperança.

O destino é o fogo que queima cada pedaço de nossa alma, que busca uma resposta para nos dar consolação, para acalentar nosso coração, para deixar a vida menos rígida. Se não era pra acontecer, é destino. Pensar isso é falta de capacidade. O destino existe, as Moiras existem, estão a tecer. Mas qualquer um que tem boa vontade e coragem pode tomar o fuso e re-tecer sua história, mesmo com todos os cães do Hades ladrando. Há que ter coragem pra mudar, e é essa coragem que muda o fio do destino.

Nas nossas mãos temos as Moiras. São elas que tecem, mas somos nós que guiamos suas mãos, querendo ou não, somos deuses também e podemos cortar e remendar, podemos queimar e renascer como a fênix. Sou filha de Clio, mas também sou prima das Moiras... e sou eu. Posso o que quiser, até o dia em que Miguel venha pesar meu coração e como Anúbis, decidir se meu coração é mais leve que uma pena. Aí sim, nesse dia, meu destino já não estará mais em minhas mãos...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Das horas que passo sozinha, a melhor companhia é a saudade, a saudade da melhor companhia que me segue toda tarde, Essa companhia é amena, é um frescor de primavera, trazendo o aroma gostoso de momentos de quimeras, Mas essa companhia também é tormento, atormenta minha alma, inquieta meu coração, e o faz doer pela saudade que ainda nem sinto... Hoje o tormento que tenho, está amarrado em meu peito porque não consigo resistir aqueles luxuriosos beijos... e nem quero resistir! passei muito tempo me deixando levar, segurando meus anseios, não me amando como deveria amar, Quero aquela alma castanha, quero estar com aquela alma estranha, que tem poder sobre mim, que me acalma e me tem inteira, e sem precisar dizer nada, me transforma no melhor que posso ser, e me faz me amar ainda mais, para poder assim, o conquistar...

sábado, 26 de março de 2011

Tormento...



Meus olhos já não conseguem mais esconder,
o que antes era apenas um penar,
hoje eu já não consigo esconder,
o que meus olhos desejam falar...

Não há nada em mim que me torne triste,
apenas a incerteza que paira no silêncio
tem o poder de me atormentar,
atormentar minha alma, inquietar o meu pensar!

Noites e noites sem dormir,
dias inteiros na procura insana
de saciar meu pensamento com sua figura,
que é a mais bela imagem...

Posso tomar mil banhos,
que esse cheiro não me larga,
que esse tormento não me deixa,
impregnou em mim como uma praga!

Praga que acelera a revoada
de mil borboletas,
que deixaram de ser larva...
e agora morrem por não saber o que fazer!

Não sei o que fazer para ser inteira,
para ter inteiramente aqueles olhos,
aqueles olhos de tormenta,
e beijar aqueles lábios,

e de sentir apenas o céu tocar a minha alma,
e de sentir o fogo tomar meu corpo,
e de sentir a dormência de pés inertes
ganhando vida, como um sopro!

Nem em mil anos consigo tirar esse perfume
que atormenta meu ar,
nem em mil anos consigo deixar de pensar
na loucura que tomou conta da minha alma,

e que aos poucos,
lentamente vai arejando as portas
de um coração que estava morto,
morto e quase enterrado...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Borboletas

Quantos beijos tenho para contar?
Alguns aqui, outros acolá...
mas quantos direi
que me teve inteira
e que me transformou mais, muito mais
do que a larva em borboleta?
Quantos abraços raros meu corpo aceitou?
Alguns aqui, outros acolá,
mas quantos direi
que me tomou o coração
e o acariciou como se acaricia
a asa de uma borboleta perdida?
Quantas vezes me olhei no espelho
de olhos que continham o mar esperançoso,
o verde das campinhas,
e o universo inteiro?
e quantas vezes me enxerguei no fundo desses olhos?
Algumas vezes aqui, outras acolá...
Poucas vezes me enxerguei tão bem,
poucas aqui, bem poucas acolá...
E hoje, depois de tanto pó
de tanto caminhar, não tenho mais aquelas borboletas
a me acompanhar,
nem aqui, nem acolá.
e o beijo que me toma hoje é doce como mel,
acaricia meus devaneios de menina,
e me traz a realidade de mulher...
E as borboletas, onde estão?
Estão se transformando ainda,
é preciso muita coisa a acontecer,
para que deixem de lado a desconfiança
de se arrastar
para ganhar a confiança e voar...
Mas quando chega as borboletas,
nada mais é aqui ou acolá,
é dentro da alma,
pulsando o coração.
Kell
Francesco Hayez. O beijo.1856. Milão, Pinacoteca di Brera

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mãos que se afastam...

Hoje, procurando por imagens do século XVI, me deparei com o genial Michelangelo. o Shakespeare das artes. Magnífico em cada obra, admirador da forma nada feminina, mas da forma que contorce, que demonstra como o corpo humano é perfeito. Dentre a beleza e a genialidade dele, foi um pequeno detalhe que me tocou hoje pela manhã. Foi as mãos que se afastam. Não que se afastam assim, nitidamente, não. Não há ali algo como "sai pra lá", é a sutileza que me deixou pensando...

Reconhecem? Sim, pertence a obra magnífica na Capela Sistina. Criação do homem. Quem é quem? De quem é aquela mão que desdenhosamente se encontra a esperar o esforço da outra?
O esforço é nítido na mão que se esforça pra tocar a que está a descansar languidamente, sem nenhum tipo de preocupação. Será que somos assim também? Despreocupados com tudo, sentamos languidamente a espera de milagres?

Ora bolas, milagres acontecem todos os dias, a cada segundo! Basta saber ver! Quando vejo aqueles documentários sobre a vida dos animais, por exemplo, vejo que o mundo é tão complexo que realmente é um milagre a vida. E estamos nós, esperando languidamente a aparição divina, quando o divino se esforça para demonstrar sua virtude e beleza nas pequenas coisas... Mas parece que nós não estamos mais acostumados com as pequenas coisas, queremos ver coisas gigantes demonstrando o poder do milagre.


Michelangelo soube retratar esse desdém com o divino. Naõ que o divino seja apenas o Deus único, o divino está dentro de nós mesmos... talvez ele também queria demonstrar que nós somos tão poderosos quanto Deus, quando a feição do homem é de uma declinação quase tediosa.


O homem não exerga Deus em si e não respeita o Deus que há no próximo. Sim, o "Homem é o lobo do Homem" quando deveria ser o milagre, o compartilhar de ações, a alegria da convivência, o respeito mútuo. Enquanto não enxergarmos o esforço divino para que ocorresse o milagre da vida, não vamos ver que somos imagem e semelhança, que o Deus que há nele, há em mim, e como somos iguais, precisamos nos respeitar. Mas não é isso que ocorre.


Enquanto isso, Deus se esforça pra chegar próximo de nós. Talvez se a gente usasse o espelho de casa para ver além do que se vê, enxergaríamos o esforço divino dentro de nós, enxergaríamos o milagre que é a vida. E assim, o respeito estaria aflorado e os deuses na terra, conviveriam bem.
É, não custa lembrar que a Esperança foi o último item da Caixa de Pandora. Eles, os Deuses, mesmo sabendo da nossa ignorância e inveja, souberam deixar um alento. E minha esperança é ver esses deuses humanos, ver nós todos, em harmonia. Não há uma cidade divina, não há um paraíso ou inferno. O milagre está ai para quem quiser ver e viver, não estrague a única chance de se sentir realmente um deus.

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